“Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo”. (Efésios 4:7)
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A verdade sobre a música sécular

PARA REFLETIR:
A VERDADE SOBRE A MÚSICA SÉCULAR

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)

Antes de tudo vamos definir o que é o que é da música:

O termo “Música Secular” refere-se ao tipo de composição musical que não tenha objetivo religioso ou que não seja feita por cristãos confessos. Já as músicas cristãs, chamadas atualmente de Música Gospel, recebem esse nome, pois o termo “Gospel” significa no inglês “evangelho”, portanto refere-se às composições evangélicas de músicas de adoração e louvor a Deus ou de expressão de sentimentos humanos dentro dos princípios bíblicos estabelecidos para os relacionamentos. Por si só as definições já são capazes de nortear o cristão no que deve ouvir, mas vamos analisar o que a bíblia trata do assunto:

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”
(2 Coríntios 6:14)

É de comum acordo que a música fora criada por Deus, mas que durante seu curso foi corrompida pelo diabo, príncipe desse século e é daí que podemos retirar a principal lição: Use aquilo que não está contaminado. Tanto o estilo, o propósito e a letra devem convergir no sentido impar de agradar a Deus.

Exemplo: As seringas que são usadas nos hospitais são limpas e envolvidas por embalagem não apresentando risco de infecção aos pacientes, mas se estiverem expostas contendo bactérias e vírus ou tiverem sido usadas, mesmo que sejam seringas ainda vão causar um grande estrago para os pacientes, que poderão inclusive adoecer e morrer.

“Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” (2 Coríntios 4:3,4)

Quando enchemos nosso coração daquilo que não é agradável, quando ocupamos o “alforje” dos pensamentos com o que é mau, isso nos corromperá, veja o que Paulo nos recomenda nas escrituras:

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Filipenses 4:8)

Todo Cristão aponta ser amigo de Deus e inimigo do diabo, mas se é inimigo dele, porque compartilhar com ele das suas coisas? Posso ser tolerante a satanás? Será que ele não é tão mau assim? Veja o que a bíblia diz: “Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)

O propósito da música principalmente deve ser o de adorar a Deus e anunciar os seus feitos, o rei Davi foi exemplo disso, porém a música foi usada em outras situações com propósitos diferentes como quando Davi tocara para acalmar o rei Saul e em muitas vezes em atos de guerra com outros povos em que fora utilizada e até ordenada por Deus como na batalha de Jericó, mas a certeza que há nestas passagens é que o povo israelita não usavam da música simplesmente de qualquer forma, por que mesmo em suas festas, as músicas de alegria falavam da bondade de Deus e de como Deus os faziam vitoriosos, também vemos Paulo no novo testamento instruir a Igreja de Éfeso:

“Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo;” (Efésios 5:19,20)

Quando falamos do estilo musical, é importante frisar que não há restrição bíblica quanto ao tema, mas que devemos usar de bom senso ao estabelecer o que podemos ouvir ou até mesmo usar nos cultos congregacionais. Certamente há estilos musicais que despertam mais sensualidade e a carne do que refletir e trazer do coração profunda adoração, pois como diz no Evangelho de João 4:23-24 Deus procura adoradores que o adorem em Espírito e em verdade.
Alguns argumentam que há músicas do mundo que tem boas letras, e é certo que a parte fundamental da música é o que carrega a sua letra, mas música não é apenas letra, e sim também propósito. Será que uma música secular pode produzir no intimo do cristão os valores apontados no versículo acima de Filipenses 4:8? Pode a música “mundana” ser verdadeira, respeitável, justa, pura, amável, de boa fama e de louvor? Se a resposta for sim (nunca será), então não haveria problema em ouvi-la.
Infelizmente, as lideranças das igrejas estão envoltos por um circulo de cristãos “autodidatas”, desobedientes e rebeldes não aos pastores simplesmente, mas também a ordem expressa de Deus. Tenho saudades do tempo que os evangélicos eram convencidos pelas escrituras simplesmente.

“Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.” (Hebreus 13:17)

Muitos buscam interpretar as escrituras do seu jeito, atropelam contextos, só para se sentirem aprovados nas suas práticas erradas e vivem um evangelho do seu jeito e esquecem que é desse jeito que também estão caminhando para longe de Deus. Está difícil perceber a diferença entre cristãos e não cristãos atualmente, e tudo isso porque os evangélicos têm sido contaminados pelas coisas do presente século, pela moda que veste as mulheres de piriguetes ou coisa pior, pela libertinagem do “evangelho” onde tudo pode e não julgueis, pelos princípios morais de um relacionamento sadio que têm sido suprimidos e banalizados.

“Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,” (2 Timóteo 3:2-4)

“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para as fábulas.” (2 Timóteo 4:3,4)

Qualquer coisa que alguém deixe ocupar sua mente vai mais cedo ou mais tarde determinar sua linguagem e comportamento. Veja o que Paulo testifica em 2 Coríntios 10:5 e faça “cativo todo pensamento à obediência de Cristo”.

Amém!

Breve Artigo

Pastor Hugo Cunha